terça-feira, 15 de julho de 2008

Todo mundo tem uma qualidade

Ele é sem dúvida o meu maior guru. Era com ele que eu passava todas as férias escolares na infância e na adolescência. Meu avô, Waldemar Filmiano da Silva, o Waldemar da Pinga, como é conhecido em Campo Florido, foi mais que um herói.
Exímio cavaleiro, sabia apartar o gado como ninguém. Para campear então. Não havia ninguém melhor. Olhava o mato, do alto cavalo sabia se o gado havia passado por ali, uma, duas, três ou quarenta reses. No trabalho braçal, trabalhou até os seus oitenta anos.
Mas meu avô, a exemplo do meu pai, tinha uma coisa que se eu tivesse com certeza iria longe na vida. Como os jogadores de xadrez, ele tinha o dom de antever os acontecimentos. Assim, agia sempre com precaução, e falava porque estava agindo daquela maneira.
Outra coisa, talvez esta seja a única que consegui a aprender, e que muitos antes do Waldez Ludwing ele me ensino é que qualquer pessoa tem grandes qualidades. Só nos restas descobrir e ressaltar estas qualidades e que, se somos bom em uma coisa, devemos praticá-muito para sermos cada vez melhores.

2 comentários:

Paulo disse...

Com certeza, Waldemar.
Todos nós temos uma qualidade.
Ainda que ela não represente muita coisa para o mundo, ou até para nós mesmos, é uma qualidade e deve ser valorizada.
Aliás, todos devem ser valorizados.
Seu avô, assim como o meu, ensinou muito mais com os gestos do que uma faculdade ensina com os livros.
Abraços.

Paulo Fernando Borges

Paulo disse...

Com certeza, Waldemar.
Todos nós temos uma qualidade.
Ainda que ela não represente muita coisa para o mundo, ou até para nós mesmos, é uma qualidade e deve ser valorizada.
Aliás, todos devem ser valorizados.
Seu avô, assim como o meu, ensinou muito mais com os gestos do que uma faculdade ensina com os livros.
Abraços.

Paulo Fernando Borges