Chácara Ladeira, segunda-feira, 31 de março, 10h30 da manhã. Enquanto passeio pelo quintal de casa, curtindo o último dia de férias antes de voltar ao trabalho como servidor público, o telefone celular toca. Do outro lado da linha, está o diretor de arte da Revista Perfil Empresarial, Diogo Lapaiva.
Companheiro dos tempos de editor no Jornal da Manhã, Lapaiva pergunta como estão as férias, no caso, da Advocacia Geral da União onde trabalho como servidor público e do JM de onde me desliguei depois de 15 anos na redação.
Estavam ótimas. De manhã passeio com a cachorrada, leite no curral e uma espiada no chiqueiro, afinal, é o olho do dono que engorda o porco.
Mas, bem ao seu estilo, o Diogo disse que estava ligando para acabar com minha folga. E acabou mesmo: o desafio de escrever para a Perfil Empresarial e integrar esta equipe comandada pela Maria José e o Carlos Alberto Pereira me tirou do ar puro do campo, mas, espero, não por muito tempo.
Na sala, em cima do suporte de parte de um tear, estava a revista Info (Editora Abril) de março deste ano com o título “Tudo a distância. Um guia para trabalhar (e se divertir!) sem ficar preso ao micro. Entre os temas abordados a revista trata também de redes 3G, ou telefonia de terceira geração.
Bem, o desafio começou pela cobertura do Concana, onde a CTBC já anunciava, através de uma simpática velhinha, a nova tecnologia para os uberabenses e todo Triângulo Mineiro e parte dos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Mas, o que é esta tecnologia? Na verdade, as redes 3G alinham a mobilidade já garantida por pelos telefones celulares de 2ª geração e modems wirelles à velocidade. Ou seja, quem tem 3G tem banda larga no telefone ou no modem. Com ela é possível realizar vídeo-chamadas – ligações com voz e imagem ao vivo pelo celular; baixar músicas, jogos e vídeos com alta velocidade; acessar e-mails e navegar na internet com rapidez; utilizar o internet banking e fazer pagamentos.
As redes 3G possibilitam banda larga móvel e o usuário poderá utilizar o celular ou se preferir o computador, com a comodidade de ter a conexão de alta velocidade sempre à mão.
A CTBC conquistou esta tecnologia para seus clientes depois de vencer um processo de licitação da 3G, em leilão promovido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A empresa comprou o direito de atuar na freqüência 2.100 Mhz em sua área de concessão, o que permite a transmissão de dados e, consequentemente, a realização de todas as funções feitas em um computador.
Além da operadora regional, outras empresas obtiveram licença da Anatel no leilão realizado em dezembro. A Claro que ainda não chegou à região já prevê o lançamento de um modem 3G pré-pago e redução de tarifas. Aliás, este último item parece ser ainda o tendão de Aquiles da telefonia 3G.
Quem quiser aderir, em sua maioria, terá de trocar de aparelho. Em uma loja credenciada CTBC da avenida Presidente Vargas apreçamos dois destes aparelhos e um modem. Os preços variam na faixa de R$ 800 a R$ 1.000,00, mas as despesas não ficam por aí. Para navegar à vontade é necessário adquirir um plano junto a operadora que varia de acordo com os objetivos do cliente.
Pelo menos nos próximos 4 meses não tem previsão de concorrência. Empresas que trabalham com a Tim em Uberaba anunciam a nova tecnologia para agosto. A Telemig, agora Vivo, conforme o assessor de imprensa Leonardo Campos não tem, ainda, previsão para a implementação da tecnologia 3G, em Uberaba e região. Ele garante, entretanto, que por se tratar de um mercado estratégico e com grande potencial de crescimento, a empresa tem planos de implantar a tecnologia nos municípios do Triângulo Mineiro. Enquanto isso, de volta ao batente, comemoro a chegada do 3G na expectativa de muita concorrência, bons serviços e acima de tudo preços acessíveis . Assim, ajudado por outros recursos da internet como os comunicadores instantâneos, videoconferências, e-mail e etc., quem sabe eu possa encarar o novo desafio sem me desgrudar da paisagem da roça, do carinho da cachorrada e com tempo para engordar os porcos.
Publicado na Revista Perfil Empresarial
quinta-feira, 10 de julho de 2008
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