Guia Comercial
O fenômeno editorial e comercial do ano
Por Waldemar Filmiano Neto
Frases:
Maria José
“Sempre fiz questão de ter meu cliente 101% satisfeito”
“Nos últimos sete anos eu suei sangue para me auto-afirmar como profissional”
“A idéia veio para ficar e quem não anunciou perdeu...”
Fabiano
“O Guia surgiu da ausência de um produto do gênero em Uberaba”
Carlos Eduardo Loss
“Busca mais rápida, prática e simples, anúncios e papel de qualidade”
Que cada história tem começo meio e fim todo mundo sabe. Mas a história da empresária Maria José Rodrigues da Silva é diferente. Tem tudo isso e muito mais: recomeço.
Zezé, para os mais íntimos, é apontada como a grande responsável pelo sucesso do recém-lançado Guia Comercial Uberaba 2008, o fenômeno editorial do ano.
Falando sobre sua trajetória profissional, ela lembra os 18 anos de trabalho no ramo gráfico. “Fui sócia em uma outra empresa onde trabalhei 11 anos, mas em 2001, em virtude da separação, tive que recomeçar do zero. Só com a experiência e a vontade de trabalhar”, lembra.
A receita do sucesso foi simples: ela sempre apostou na satisfação total do cliente. “Eu nunca me foquei em volume, quantidade e lucratividade, mas sempre fiz questão de ter meu cliente 101% satisfeito”, afirma. Assim, a Gráfica São José apostou na qualidade desde o atendimento até a entrega do produto. E se por um lado faltava dinheiro para grandes investimentos, por outro, não faltou à empresária senso para descobrir que em grandes empreendimentos logística é fundamental.
Se a gráfica São José não tinha condição de executar um serviço, em quantidade e no espaço de tempo desejado, ela apostou nas parcerias como alternativa. “Há dois anos eu tirava leite de pedra. Não tinha tecnologia nenhuma. Minha máquina velha vivia quebrando . Pegava trabalho para rodar e não sabia quando ia terminar, mas o trabalho supera tudo”, lembra, revelando que hoje tem entre seus parceiros o maior Parque Gráfico da Parque Gráfico da América Latina.
O retorno não demorou a aparecer. Graças ao atendimento com excelência aos clientes, a Gráfica São José ganhou mercado e investiu em máquinas e profissionais qualificados.
O trabalho rendeu homenagens à empresária. No ano passado, Maria José recebeu o Troféu Antônio Carlos Guillaumon, outorgado pela Associação Comercial e Industrial de Uberaba (Aciu), como Empresa Destaque. O trabalho de Maria José foi igualmente reconhecido pela Associação das Mulheres de Negócio e Profissionais de Uberaba (BPW), eleita “Empresária Destaque 2007”.
A receita para o sucesso ela tem na ponta da língua: “nos últimos sete anos eu suei sangue para me auto-afirmar como profissional. Isso não é fácil quando não se tem dinheiro, mas não é impossível”.
Mas o caminho da empresária premiada iria se cruzar com o caminho de três meninos recém-formados. O encontro possibilitou a edição do Guia Comercial Uberaba 2008.
Com o Guia 2007 praticamente pronto, Fabiano de Paula Morais, Carlos Eduardo Loss e Victor Heli Vaz Araújo precisavam honrar o compromisso com os cerca de 3.000 clientes e entregar o produto de acordo com o cronograma estabelecido. A necessidade de rapidez e qualidade fez com que eles procurassem a Gráfica São José que aceitou o desafio e colocou o Guia no mercado.
Com experiência na impressão de outros guias para clientes de Goiás e Mato Grosso do Sul, aliada à visão empreendedora, fez com que Maria José propusesse uma parceria ao trio para a edição do Guia 2008. Fabiano e Carlos aceitaram. Era um recomeço para os meninos e uma nova empreitada para a empresária.
Maria José sabia que produzir um Guia Comercial nos moldes propostos era bem mais estressante do que construir uma casa. “Você começa o negócio do alicerce e depois cada anúncio é um tijolinho”, afirma. Segundo a empresária, ela sabia que muita gente abandona a construção no meio do caminho por isso quando entrou no projeto colocou a alma, a gráfica e nome dela no empreendimento.
Hoje comemora a edição do Guia que já está pronto com 590 páginas e 40 mil exemplares, devidamente numerados e auditados serão colocados no mercado. Nada mal para quem esperava um trabalho com 200 páginas e teve apenas 5 meses para trabalhar.
Os três meninos
A história de Fabiano de Paula Morais, Carlos Eduardo Loss e Victor Heli Vaz Araújo poderia ser comparada à história dos meninos do Google a empresa que superou a gigante Microsoft em faturamento ou, se voltarmos ao velho testamento, à história de David contra Golias. Eles dispensam qualquer comparação, mas sabem que estão escrevendo uma história de pequenos que somaram força para ganhar o mercado.
“A partir de uma idéia já existente, desenvolvemos o projeto e conseguimos no primeiro ano 3.000 anúncios. Eram pequenos anúncios de (R$ 28,00) e outros grandes, mais caros”, explica Eduardo Loss, não se esquecendo do apoio da empresária Maria José Rodrigues da Silva.
“A intenção era explorar um mercado que não era bem explorado. Nós queríamos fazer uma revolução: lançar uma mídia impressa excelente dentro do propósito de ser o elo perfeito entre a empresa e o consumidor”, arremata Fabiano. Conforme o jovem empresário, no Guia Comercial 2008, qualquer pessoa vai encontrar o que procura (empresa, produto ou serviço) o mais rápido possível, com qualidade insuperável.
A proposta surgiu da constatação de as pessoas reclamavam da dificuldade de encontrar o que procuravam nas listas existentes. “Então decidimos propor uma busca mais rápida, prática e simples, anúncios e papel de qualidade”, revela Eduardo.
Apesar da pouca experiência, os rapazes foram capazes de sentir uma necessidade do mercado. “Dava para enxergar que não havia um Guia Comercial no mercado de Uberaba. Tinha uma publicação da operadora telefônica que a aproveitava para vender anúncio. Não tinha uma lista comercial. Então, o Guia surgiu da ausência de um produto do gênero em Uberaba”, diz Fabiano.
Parceria firmada, o Guia Comercial Uberaba 2008 ganhou as ruas, mas a dimensão do projeto foi aumentando a cada dia. Neste momento, voltou a entrar em cena a visão empresarial de Maria José. “Eu senti que era necessário um diretor comercial.
Encontrei-me com o Olacir Humberto Cunha no evento em que recebi o prêmio da Aciu. Aproveitei para convidá-lo para participar da equipe. Coube a ele, difundir a grandiosidade do projeto. Mostrar que o Guia Comercial 2008 tinha a parceria de uma empresa premiada, com uma grande carteira de clientes. A estrutura da gráfica São José e o engajamento do Olacir foi fundamental para chegarmos onde chegamos”, revela.
“Com o Olacir o nosso projeto ganhou representação comercial. Ele treinou nosso pessoal, somou os contatos dele aos nossos e fortaleceu o Guia de tal forma que conseguimos colocar nele desde as micro e pequenas às maiores e melhores empresas de Uberaba”, completa.
Desafio para o guru
Professor, homem ligado ao marketing e à motivação profissional, Olacir Humberto Cunha teve pela frente um grande desafio: formar uma equipe de vendas. Não é segredo para ninguém que a falta de profissionais especializados e experientes é uma das carências do mercado uberabense. Então, coube a ele formar e, acima de tudo, motivar estes profissionais. Mas o trabalho foi árduo e somente os fortes sobreviveram: de 100 recrutados, onze integraram a equipe de vendas do Guia Comercial Uberaba 2008.
Equipe de vendas formada, o Guia precisava de algo mais. Afinal, o que estava sendo vendido, apresentado ao clientes, era um projeto. Era hora de investir em marketing. “Nós investimos pesado em mídia. Televisão, rádio, outdoor, revista...”, lembra Eduardo Loss. Maria José ressalta o sucesso do Fiat Doblô plotado com a arte do Guia Comercial Uberaba. Fabiano revela a escolha de horário nobres da TV, como o programa Big Brother para a exibição do comercial do Guia.
Com a experiência de quem já trabalhou com outros produtos do gênero, a empresária Maria José sabe que ainda não é tempo de colheita farta. Ao ser questionada sobre o sucesso financeiro do Guia ela lembra que ao entregar cada exemplar é como se entregassem uma nota de R$ 10 reais a casa empresa ou cidadão que vai recebê-lo e seria utopia dizer que o produto cobriu os gastos de produção, mas trata-se de um grande investimento. “Um investimento porque cumprimos o prazo de entrega, as publicidades ficaram bem feitas e não tem porque esses clientes não serem multiplicados a cada ano. Quem comprou um pequeno anúncio no primeiro ano e viu a autenticidade do produto, vai comprar meia página no ano seguinte”, arremata.
Ela exemplifica lembrando caso de cliente que tinha intenção de investir 2 mil reais e investiu apenas R$ 90,00 porque não pode ver o projeto executado. Com o Guia nas mãos ela garante “a idéia veio para ficar e quem não anunciou em 2008 perdeu porque o guia 40 mil exemplares vai ficar 365 dias dentro de cada empresa ou residência indicando 5.000 empresas e uma delas pode ser a concorrente de quem não está na lista”.
Lâmina de letra
O grande diferencial do Guia Comercial Uberaba 2008 está em um recurso utilizado nas agendas de endereços ou telefones a chamada lâmina de letra. Ele permite ao usuário encontrar rapidamente o que procura. Além disso, o produto foi todo confeccionado em papel cuchê o que garante durabilidade, cor e beleza aos anúncios que não são simples anúncios e sim um retrato de tudo que as empresas anunciantes oferecem.
(sugestão para Diagramação – texto ao lado de foto com a lâmina de letras do Guia)
Ficha técnica:
Números
5.000 anúncios
590 páginas.
40.000 exemplares
Quem vai receber
Residências das classes a, b e c
Empresas do comércio e indústria, incluindo todos os hotéis e motéis da cidade
Estabelecimentos comerciais das avenidas centrais dos bairros mais distantes
Prédios, condomínios
Auditoria
Além de ser um projeto grandioso, e que vai deixar todo tipo de veículo de mídia impressa do gênero para traz porque não tem nenhum com essa qualidade em Uberaba. O Guia Comercial 2008 tem credibilidade a toda prova porque está saindo exatamente como combinado com o cliente. A edição será auditada pelo Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) e cada exemplar - do nº 00001 ao 40000 - é numerado. A primeira etapa de distribuição ocorreu no dia 26 de abril e a segunda acontece até o dia 5 de maio.
Na primeira distribuição com .... exemplares uma carreta carregada com os guias circulou pelas principais ruas da cidade.
Box
Do BackRub ao Google
O pequeno virou gigante
A história do Google é uma história de pequenos empreendimentos que ganharam dimensão nunca imaginada. Começou 1995 com a criação de um sistema chamado BackRub, criado na Universidade de Stanford por dois estudantes de doutorado de ciência da computação: Sergey Brin, russo, 23 anos e Larry Page, americano, 24 anos. O BackRub ganhou alguns aperfeiçoamentos e em 1998 virou Google e a Google Inc. foi fundada.
Quando isso aconteceu, a equipe da empresa saiu da Universidade de Stanford (os rapazes mantinham os computadores que rodavam o Google em seus dormitórios) e foi para a casa de uma amiga dos fundadores do Google.
À medida que a empresa crescia uma série de pessoas se juntavam ao Google, entre elas o CEO Eric. E. Schmidt, que trabalhou na Novell e Sun Microsystems, Wayne Rosing, presidente de engenharia, que trabalhou em importantes empresas de tecnologia, como a Sun Microsystems e a Apple, e Urs Hölzle, professor da Universidade da Califórnia que trabalhou no desenvolvimento de compiladores para Smalltalk e Java.
O nome Google, cuja pronúncia em português é "gugol", é um trocadilho com o termo Googol, nome usado pelo matemático Milton Sirotta para representar o número 1 seguido de 100 zeros (ou 10 elevado a 100). Segundo o Google, esse nome foi escolhido pra refletir a missão da empresa: a de organizar a enorme quantidade de informações disponíveis na Internet.
Mestre encara desafio e comprova teorias
Olacir aparece à esquerda em foto tirada na década de 70 quando atuava no Departamento de Comércio Exterior da Brazil Selling
Foto - Reprodução
Apontado como o guru do Guia Comercial Uberaba, o professor e profissional de marketing, Olacir Humberto Cunha não tem dúvida em afirmar que a grandiosidade do projeto fez com que ele não pensasse duas vezes para integrar a equipe do Guia Comercial Uberaba 2008. Olacir ressalta ainda o senso empreendedor de Fabiano Morais e Carlos Eduardo Loss.
Mas, além disso, o mestre queria satisfazer um desejo pessoal: “mostrar que os conhecimentos que, há mais de 30 anos, transmito em minhas conferências, palestras e treinamentos através do Brasil, não são mera teoria e sim angariados ao longo de minha vida profissional. Especialmente, nos anos de 1974, 75, 76, até março de 1977, na cidade de São Paulo, onde atuei no Brazil Selling – Departamento de Comércio Exterior, colaborando com a promoção dos produtos brasileiros destinados à exportação em 186 países e territórios. Basicamente, a divisão territorial do mundo naquela”.
Motivador nato, Olacir credita o sucesso do projeto ao trabalho de toda a equipe. “Com garra, determinação e resiliência (resistência ao choque) eles conseguiram superar os percalços de todo novo empreendimento”, afirma. Mas o trabalho não foi apenas o de mexer com a capacidade das pessoas em acreditarem no produto. “Quando cheguei, é claro, o primeiro ato foi conhecer o terreno. Através de um diagnóstico, fizemos esse reconhecimento, levantamos as necessidades e procuramos aplicar e executar as ações que o momento exigia”, conta.
Ele frisa que na na equipe de vendas da época, em alguns, os valores já existiam, porém, estavam latentes. O que precisa trazê-los à tona. “Para isso foi necessário realizar um trabalho de integração, treiná-los, motivá-los e fazê-los sentir no fundo da alma, a grandiosidade do Projeto e as imensuráveis potencialidades que cada um trazia dentro de si”, conclui.
Mas não foi só integração, treino, motivação. A equipe de vendedores logo ficou sabendo que para que as metas se concretizassem, dia-a-dia, semana a semana, mês a mês era necessário disciplina. Aqueles que não se enquadraram à nova filosofia foram dispensados e novos processos de seleção realizados.
O trabalho vitorioso ainda exigiu acompanhamento integral, cobrança, diálogo e correções de rota. “Por esta conquista, o mérito é de toda equipe que, com competência, garra e determinação tornaram realidade o Projeto e agora oferecem este extraordinário produto, um verdadeiro presente, à comunidade uberabense”, conclui.
Publicado na revista Perfil Empresarial
terça-feira, 15 de julho de 2008
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Um comentário:
O prof. Olacir é mt bom mesmo. Fiz um post sobre ele hj.
http://zadojr.blogspot.com/2008/08/curso-de-comunicacao-verbal.html
Vc é meu convidado para conferir!
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